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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CAMINHO ALTERNATIVO DO PEABIRÚ?

No mapa de Reinhard Maack, no artigo Sobre o Itinerário de Ulrich Schmidel Através do Sul do Brasil, dá pra ter uma breve idéia de onde passava o ramal de Cananéia, desde Itararé (?). Perto de Piedade tem uma estrada que desce, um caminho alternativo e que dá em Sete Barras. Penso que não é a estrada Tapirai-Juquiá e sim a que passa por Piedade, Pilar do Sul, São Miguel Arcanjo e dali pelo parque Carlos Botelho até Sete Barras. De repente vi o caminho do trem no mapa. Sai de Santos, passa em Engenheiro Marcilac, cruza a Bungiro Nakao na altura de Caucaia, passa na estrada do vinho, Vinícola Goes, se dirige a Sorocaba! Dali, vai até Itapeva, depois Itararé, na fronteira com o Paraná. Desce em angulo de 90 graus para Apiai e pára. Ué!? De Apiaí desce uma estrada para a Caverna de Santana, depois Iporanga, Dourados, atravessa Jacupiranga e chega a Pariquera-Açu, daí para Cananéia. De Itararé um ramal do trem vai até Ponta Grossa. Mas é claro, mais fácil construir a estrada de ferro por sobre um caminho já feito, sem mato e plano! Não tinha pensado nisso.
Agora leio no site Noética, que alguém teve essa mesma idéia. Um certo Susumo Harada, de Barueri, escreveu um ensaio que estou procurando e aventa a possibilidade da malha ferroviária coincidir com o caminho, pelo menos aqui em SP. Tentei entrar em contato, quem sabe. Mais outra pessoa é um jornalista de Cotia, João Barcellos, que também escreveu coisas muito interessantes sobre Granja Viana, Cotia, Carapicuiba e arredores. Quem sabe a turma responde e eu consiga mais material para fundamentar minhas suspeitas.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

BANDEIRANTE ANTONIO RAPOSO TAVARES

O bandeirante Antonio Raposo Tavares que tinha terras em Acotia (hoje Cotia) que também era dono de Caucaia no rio Sorocaba-Acima, passou por São Roque e
depois Sorocaba rumo ao Guairá (atual Paraná), expandindo as terras portuguesas e que mais tarde já no século XX, este bandeirante seria homenageado dando o nome a uma rodovia paulista a Raposo Tavares- SP 270.

De Piratininga partiam as bandeiras chegando a Cotia e em três direções se
deslocavam; para a esquerda alcançando a serra de Paranapiacaba que alcançava Una,
atual (Ibiúna), dela partia um caminho rumo ao litoral e outro rumo a serra de São
Francisco (Itapeva), descendo a serra encontrando (atualmente) Votorantim,
continuando pela margem esquerda do rio Sorocaba chamada estrada do Lajeado9 até o povoado de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba que é do tempo de Baltazar Fernandes e desse povoado outros caminhos seguiam encontrando o sertão e outras paragens. E o caminho do meio, isto é, por Vargem Grande e São Roque, tem a mesma antiguidade, pois Pedro Vaz Guaçu é do tempo de Baltazar, só que me parece que a principio este caminho ladeava a sesmaria de Pirajibu vindo a sair no Iporanga e daí no primeiro caminho, além do Boa Vista.
Ainda segundo Almeida, os caminhos que ramificavam na serra de São Francisco iam a dois sentidos: um ia para a cidade de São Roque e o outro para Sorocaba.
O Peabiru como um sistema viário compunha-se dos seguintes caminhos entre São Paulo e Sorocaba :
partindo de São Vicente no litoral passando por São Paulo rumo a oeste e sul, ramificando-se para Barueri, Parnaíba sentido Itu e Sorocaba;
partindo de São Paulo passando por Cotia sentido Ibiúna e de lá para o litoral de Iguape chegando a Cananéia dos índios carijós;
partindo de (Una) Ibiúna em direção a Serra de São Francisco passando por Votorantim, estrada do lajeado e Sorocaba;
Pelo meio, partindo de Cotia, São Roque, Araçariguama descendo pelo Apotribu, Mato-Dentro, Piragíbu chegando a Sorocaba.