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segunda-feira, 4 de julho de 2011

LIVRO DO GIOVANNI GALLO

Terminei finalmente de ler o livro. Parece um blog. É muito interessante. Que pena que ele morreu. Adorei ler as coisas do Marajó. Estranhei ao ver que a balsa ou ferryboat não vai mais para Soure, como costumava ir. Agora pára em outro lugar. Descobri por que no livro. Fizeram alguma barragem idiota e agora o regime das lagoas e rios mudou, além de não ter mais peixe no lago Arari por que esqueceram de fazer as escadas para os peixes subirem, para a desova, a piracema. Que absurdo! Mas ninguém fala do assunto como o padre Giovanni, ninguém analisa o impacto das decisões erradas feitas, sem estudos de viabilidade para a Ilha de Marajó de um projeto sustentável para todos, pescadores, caçadores e criadores, mas nada disso foi feito, mais uma vez a política ganhou e o povo perdeu! MAs também, quem liga para Marajó??/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VONTADE DE VOLTAR À ILHA DE MARAJÓ

De tanto ler sobre cerâmica marajoara e de tanto arranjar e rearranjar meus exemplares dessa cerâmica lá no sitio, no novo armário que montei lá, fiquei com vontade de voltar para lá. E visitar os locais a que não fui, nas ocasiões em que lá estive. Aliás, uma vez quase comprei uma casa antiga, na frente da praia. Fiquei bem tentada, mas que casa de praia mais longínqua, né? Ainda bem que não comprei. Nas vezes em que lá estive, foi apenas para relaxar, ver búfalos, comer carne de búfalo, ver apresentações de Carimbó, tomar sorvete de cupuaçu, e andar à toa, deitar na rede e dormir! Gostoso demais. Tão simples, tão sem requinte algum. Bem do meu jeitão.

 Mas se for agora vou ao lago Arari, ao Pacoval, ao bairro dos Joanes (Johannes pelo jeito holandeses), enfim todos os lugares em que houve escavações. E o Museu Marajoara do Padre Giovanni Gallo, homem duro que defendeu o Marajó com unhas e dentes embora fosse italiano. Tenho um de seus livros:   "MARAJÓ A DITADURADA ÁGUA é o retrato falado de quase dez anos de vida participada em todos os níveis, acompanhando os pescadores na pesca do mato, vivendo com eles no galho do pau ou numa pequena embarcação ba imensidade do mondongo. Bichos, visagens, pajelança, medicina da terra, experiência pastoral são os ingredientes da vida deste padre no Marajó que os brasileiros não conhecem. É a coleção e a seleção dos artigos publicados em “O Liberal” e “O estado do Pará”. Comenta Dalcídio Jurandir:“O que me chama a atenção: o Padre Giovanni meteu os pés, fundo, na lama do Marajó e puxa daí as suas reportagens, como tambaquis, trazendo a tona os mil problemas da ilha”. “O padre sente de perto as aflições daquele povo que vive em metade d’água e em metade lama, seguro da pescaria, na vaqueiragem e na caça. Padre Giovanni tem em grande conta o cidadão do mundo, solitário, desamparado,que é o habitante de Jenipapo”. “O nosso padre italiano é admirável... que qualidade de sábio repórter! O povo, os bichos, as águas sabem conviver com ele. O padre enfrenta a realidade, não simplifica. Tem uma dose de compreensão da mais alta. Lendo-o fico com minhas raízes marajoaras estremecendo”. “Italiano danado, padre de fibra e corda fina”.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

FRAGMENTOS DE CERÂMICA BRASILEIRA

 Fragmentos da Cerâmica Brasileira de Victor Zappi Capucci. 
Agora estou lendo este livro. Mas logo de cara ele descarta que haja influencia andina ou externa, vinda das Antilhas, por exemplo, que houvesse dado o caráter exclusivo e muito desenvolvido à cerâmica de Marajó. Acho isso incrível, bastaria viajar até Lima ou mesmo pela Internet e verificaria a semelhança entre as cerâmicas de origem andina e as de Santarém, Tapajós e Marajó. Não entendo que alguem escreva uma tese e só por que não é possivel traçar as origens de outra civilização, então ela não existiu ou não conta?? A porta tem que ficar aberta. Eu sou absolutamente leiga, mas ao ir ao Museu em Lima verifiquei imagens das quais tenho cópias em casa, sendo as minhas compradas em Belém, na verdade em Icoaraci, onde estão os últimos mestres oleiros que fazem cerâmica desse tipo.