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segunda-feira, 30 de maio de 2011

NISIA FLORESTA A CIDADE

Passei por Nísia Floresta, que fica na parte sul do Rio Grande do Norte, e alí há um Baobá centenário, plantado em 1877. É enorme e fica numa espécie de Praça. É impossível passar sem parar para tirar uma foto. Essa árvore é tipica da África, então chama a atenção mesmo.
Os baobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia) são um gênero de árvore com oito espécies, nativas da ilha de Madagascar (o maior centro de diversidade, com seis espécies), do continente africano e da Austrália (com uma espécie em cada).
O baobá é a árvore nacional de Madagascar e o emblema nacional do Senegal.

No Brasil

No Brasil existem poucas árvores de Baobá, que foram trazidas pelos sacerdotes africanos e foram plantadas em locais específicos para o culto das religiões africanas.

Conta o nosso guia que Nisia Floresta Augusta, ao morrer seu pai que possuía a fazenda Floresta, resolveu soltar todos os escravos negros e que em homenagem a isso mudaram o nome da cidade. Não encontrei corroboração, mas acho a história bem bonita.
Até fantasiei um pouco, dizendo que algum dos escravos deveriam ter sementes do baobá no bolso e ao plantá-los, algum deles deveria vingar para homenagear a dignissima dona da fazenda... Dai uma arvore africana no meio do Rio Grande do Norte...
Gostei mais dessa versão da história...

NISIA FLORESTA UMA MULHER FORTE


Nísia Floresta Brasileira Augusta

Biografia
 
 
            Nasceu em 12 de outubro de 1809 no sítio Floresta do município de Paparí - RN, cidade hoje denominada de NÍSIA FLORESTA em sua homenagem. Seu nome de batismo é Dionysia, sendo seus pais Dionysio Gonçalves Pinto Lisboa e Antônia Clara Freire, sendo esta brasileira e aquele português. 
            Aos 19 anos deixava o Rio Grande do Norte, instalando-se em Pernambuco, transportando-se posteriormente para o Rio Grande do Sul, onde promoveu e organizou um colégio, que ali mereceu o melhor acolhimento. Continuou sua delicada missão educadora no Rio de Janeiro, que a atraíra, talvez para relevo maior do seu espírito forte e fulgurante. Lá realizou conferências sobre o Abolicionismo e a República, sem perder ocasião de revelar-se pela emancipação dos escravos, liberdade dos cultos e federação das províncias, magnos problemas sociais e políticos. Colaborou no Jornal do Comércio, Correio Mercantil, Diário do Rio de Janeiro, Brasil Ilustrado, etc... 
            Distanciou-se de sua pátria em 1848, passando a residir em Paris, comunicando-se com Victor Hugo, Saint-Hilaire, Lamartine, George-Sand, Laboulaye e correspondendo-se com Augusto Comte, Manzzini, Garibaldi e outros notáveis espíritos da época. Percorreu grande parte da Europa, demorando-se de preferência na Itália, tendo viajado também para o Oriente. Freqüentou cursos de Ciências na Itália, Inglaterra e França. 
            Em 1831 inicia sua estréia nas letras. No Espelho das Brasileiras, jornal dedicado as mulheres pernambucanas, começa a surgir a escritora. De sua autoria temos vários livros todos esgotados: 1832 - Direito das Mulheres e injustiça dos homens (tradução de um folheto original de Miss Godwin, tirando novas edições em 1833 e 1839; 1842 - Conselhos à minha filha, de que o Bispo de Mondovi fez versão para o italiano e o francês; 1845 acrescentado em nova edição "com 40 Pensamentos em versos; 1847 Fany ou o Modelo das Donzelas e Darciz ou a Jovem Completa. Historieta oferecida a suas Educandas; 1849 - A Lágrima de um Caeté 1ª e 2ª edição; 1850 - Revolta praieira, D'assis e Dedicação de uma amiga; 1853 - Opúsculo Humanitário; 1854 - Páginas de uma Vida Obscura; Um Passeio ao Aqueduto da Carioca, O pranto filial; 1856 - Versos; 1857 - Itineraire d'un voyage em Allemagne; 1858 - Consigli a mia Figia; 1859 - Scintelle d'una Anima Brasiliana; Conseils a ma Fille 1861 - Trois ans en Italie; 1864 - Abysmo sob flores; 1871 - Um passeio ao Luxemburg e Le Brésil e outros. Quando no estrangeiro escreveu em muitas revistas, tendo o Novo Mundo, de New York, de 23 de maio de 1872, publicado a sua biografia, estampando-lhe o retrato. Em manuscrito, deixou dois volumes de poesias: Inspirações Maternas e Memórias de Minha Vida. Passou para outro lado da vida, em Rouen a 24 de abril de 1885. O cemitério de Bonsecours, serviu de abrigo para seu corpo, que transladou-se para o Rio Grande do Norte, hoje repousando em mausoléu próprio na Cidade de Nísia Floresta.
            "Mais notável mulher de lettras que o Brasil tem produzido, quer pela amplitude da visão, quer pela suavidade do estylo", conforme o alto conceito dessa inconfundível notabilidade intelectual, que é Oliveira Lima.
            Recentemente foi republicado seus livros: A lágrima de um Caeté e Cintilações de uma alma brasileira - Sua obra literária está sendo resgatada por CONSTÂNCIA LIMA DUARTE (NATAL - RN) que escreveu Nísia Floresta - Vida e Obra, Editora Universitária - UFRN 1995, um belíssimo trabalho de pesquisa, que consagra e enaltece a autora e a UFRN.
  
Pseudônimo originário de: Nísia, de seu próprio nome; Floresta, da fazenda onde nasceu; Brasileira; por seu patriotismo e Augusta em homenagem ao grande amor de sua vida, Manuel Augusto de Faria Rocha, com quem se uniu.

 http://www.revista.agulha.nom.br/nfloresta01b.html