CANAAN significava terras baixas, como aréa de litoral, a própria Fenicia era Canaan! Será que Cananéia tem a ver com isso? Não encontrei mais nada sobre os fenícios abaixo do Rio de Janeiro. Mas tinha visto em algum lugar que perto de Montevideo também encontraram artefatos gregos?
Achei algo: "Em 332 A. C., a cidade de Tyros, a grande metrópole dos fenícios,foi destruída por Alexandre Magno, que mandou, em 326, uma grande frota para apoderar-se do império colonial fenício sul americano. Essa frota naufragou na entrada do Rio da Prata. O almirante grego foi enterrado na costa do Uruguai e seu túmulo foi descoberto no século passado. A espada e o escudo desse general de Alexandre Magno acham-se no museu de Montevidéu; as letras gregas, indicando o nome e grau do general são bem legíveis." (em Carta de Ludwig Schwennhagen a Paulo Magalhães do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas).
Da Pedra da Gávea: Em 1963 o arqueologista e professor Bernardo A. Silva traduziu as inscrições:
LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT
Lidas de trás para a frente:
TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL
Tyro Phoenicia, Badezir primogênito de Jethbaal
Em 856 AC Badezir assumiu o lugar de seu pai no trono real de TYRO.
Poderia ser a Pedra da Gávea um túmulo fenício? Sítios fenícios foram encontrados em outros pontos do Brasil, o que confirma que eles estiveram por aqui.
O mistério continua. Enquanto não aparecem novas evidências, a face de Badezir continuará a observar a maravilhosa paisagem do Rio de Janeiro e a guardar seus segredos pela eternidade.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
CAN EM FENÍCIO
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
BACHAREL DE CANANÉIA?
Mais uma dessas deliciosas intrigas: por que bacharel? Do link que aparece abaixo, retirei informações do artigo:
CANANÉIA E PARANAGUÁ: Histórias comuns na era das grandes navegações
O ENIGMÁTICO BACHAREL DE CANANÉIA
Para um castelhano da época um bachiller significava um "tagarela", um hábil falastrão, ou seja , alguém com o dom da oratória. No português da época , bacharel também tinha esta conceituação, somente na atualidade é que o termo tem uma aplicação mais nobre: alguém graduado em uma faculdade, embora os dicionários ainda preservem o conceito arcaico de tagarela.
O misterioso bacharel, enfim, era o português Cosme Fernandes, sogro de Francisco de Chaves, que desaparecera na expedição de Pero Lobo em 1531, cuja eloqüência e esperteza seguramente lhe conferiram este apelido. Em documentos datados de 1542 da Capitania de São Vicente, então sob jurisdição de Martim Afonso, seu capitão e ouvidor Antonio de Oliveira transcreve uma Carta de Confirmação, na qual aos oficializar a posse de terras, cita com clareza o nome de Cosme Fernandes, o "bacharel", já então dono de terras no Porto das Naus, em São Vicente.igura das mais controvertidas da história das navegações pelo Atlântico Sul, o Bacharel de Cananéia chegou a ser cortejado pela coroa castelhana para que empunhasse a bandeira daquele reino espanhol e com isto aquelas terras e mares teriam reconhecimento de posse como se espanhola fosse.
O transito de expedições aportando na Ilha do Bom Abrigo, faziam com que o esperto Bacharel pendulasse suas preferências, ora por Portugal ora por Espanha. Em 21 de agosto de 1536 a rainha de Castela cria uma gobernación na costa do Brasil, para fazer frente a ousadia lusa de penetrar no continente além do meridiano de Tordesilhas, e a concede a Gregório de Pesquera Rosa, uma região costeira que iniciava-me na Ilha Cananéia (atual Bom Abrigo) e avançava para "rio de Santa Catarina", como cem léguas de este a oeste.
Desse modo, o atual Sul do Estado de São Paulo, todo o Paraná e Santa Catarina seriam uma província espanhola.Ocorre que o Rei de Espanha, sabendo que a decisão de sua Rainha confrontava com que ele havia doado por decreto a Dom Pedro de Mendoza, que partira de Espanha em Setembro de 1534 para colonizar o Rio da Prata, rasgou os documentos assinados por sua esposa. E assim retardou ou reclames castelhanos à estas terras por décadas futuras.Neste clima é que os degredados atuavam, fornecendo suprimentos às frotas por ali passageiras e auferindo vantagens materiais e políticas nesta "terra de ninguém".
O misterioso bacharel, enfim, era o português Cosme Fernandes, sogro de Francisco de Chaves, que desaparecera na expedição de Pero Lobo em 1531, cuja eloqüência e esperteza seguramente lhe conferiram este apelido. Em documentos datados de 1542 da Capitania de São Vicente, então sob jurisdição de Martim Afonso, seu capitão e ouvidor Antonio de Oliveira transcreve uma Carta de Confirmação, na qual aos oficializar a posse de terras, cita com clareza o nome de Cosme Fernandes, o "bacharel", já então dono de terras no Porto das Naus, em São Vicente.
Sua importância naqueles tempos para os que lançavam-se às estes mares e terras, chegou a impressionar a corte espanhola, a ponto de ser citado em ofício da Rainha de Castela em 9 de Setembro de 1536, no ato de nomeação de Gregório de Pesquera como gobernador destas terras.
http://abaiaesquecida.blogspot.com/
Ilha do Bom Abrigo
Enseada segura na Ilha do Bom Abrigo: O nome “Ilha do Bom Abrigo” surgiu devido a uma pequena enseada localizada em seu lado oeste, onde os pescadores encontraram um bom local para abrigar-se do mau tempo, e também por ser praticamente rodeada por costões rochosos, assim naturalmente protegida pelas fortes tempestades que ocorrem em certa época do ano. Ali encontram-se muitos barcos de pesca da região, principalmente de Cananéia, que acabam pernoitando.
Ao lado farol: Chamado pelos barqueiros de “Farol do Bom Abrigo”, a visita ao farol é o passeio mais esperado pelos visitantes. Foi construído em 1886 e localiza-se no cume da ilha, à 142 metros de altura. A vista é maravilhosa, onde é possível escutar a arrebentação do mar no costão rochoso e ver quase toda a parte nordeste da Ilha do Cardoso.
A rainha pede ao bachiller apoio à missão de sue enviado, e em troca lhe promete que "....por certo mandarei ter em memória de vosso serviços para os fazer à vós e à vossos filhos o merecimento que tenha lugar..." Este homem, conhecedor da região, bem relacionados com os Carijó, com cujas mulheres fora casado e teve filhos com elas , prestou serviços a muitos navegantes e timoneiros que dirigiam-se aos mares do sul. O domínio da língua tupi e guarani, o conhecimento de trilhas e águas que adentravam ao continente, foi provavelmente um dos primeiros europeus a adentrar com barcos à vela e canoas nas águas da baía de Paranaguá , por ser integrante da frota de Vespúcio.
A história confusa e contraditória de Cosme Fernandes, tem ligação direta com a correta locação do nome geográfico cananéia, pois onde foi desterrado, reencontrado e depois se relacionando com lusos e castelhanos, foram construindo referências históricas que o tempo encarregou-se de não questionar e transformaram-se em "verdades".
Assim, o "Bacharel" nômade, mercenário e aventureiro, transformou-se em referência para sítios geográficos fixos de forma equivocada.
Ilha do Bom Abrigo
Ao lado farol: Chamado pelos barqueiros de “Farol do Bom Abrigo”, a visita ao farol é o passeio mais esperado pelos visitantes. Foi construído em 1886 e localiza-se no cume da ilha, à 142 metros de altura. A vista é maravilhosa, onde é possível escutar a arrebentação do mar no costão rochoso e ver quase toda a parte nordeste da Ilha do Cardoso.
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