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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
OLHA EU AQUI DE NOVO!
Voltei para dar aula hoje, só dois alunos eu acho...Nem sei se vão vir, mas foi gostoso de vir, estrada vazia, uma delicia.
Está mudando o tempo de novo, será que chuva outra vez??
Vontade de ir pra Cananéia! Ai se eu pudesse e se meu dia desse!
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
BACHAREL DE CANANÉIA?
Mais uma dessas deliciosas intrigas: por que bacharel? Do link que aparece abaixo, retirei informações do artigo:
CANANÉIA E PARANAGUÁ: Histórias comuns na era das grandes navegações
O ENIGMÁTICO BACHAREL DE CANANÉIA
Para um castelhano da época um bachiller significava um "tagarela", um hábil falastrão, ou seja , alguém com o dom da oratória. No português da época , bacharel também tinha esta conceituação, somente na atualidade é que o termo tem uma aplicação mais nobre: alguém graduado em uma faculdade, embora os dicionários ainda preservem o conceito arcaico de tagarela.
O misterioso bacharel, enfim, era o português Cosme Fernandes, sogro de Francisco de Chaves, que desaparecera na expedição de Pero Lobo em 1531, cuja eloqüência e esperteza seguramente lhe conferiram este apelido. Em documentos datados de 1542 da Capitania de São Vicente, então sob jurisdição de Martim Afonso, seu capitão e ouvidor Antonio de Oliveira transcreve uma Carta de Confirmação, na qual aos oficializar a posse de terras, cita com clareza o nome de Cosme Fernandes, o "bacharel", já então dono de terras no Porto das Naus, em São Vicente.igura das mais controvertidas da história das navegações pelo Atlântico Sul, o Bacharel de Cananéia chegou a ser cortejado pela coroa castelhana para que empunhasse a bandeira daquele reino espanhol e com isto aquelas terras e mares teriam reconhecimento de posse como se espanhola fosse.
O transito de expedições aportando na Ilha do Bom Abrigo, faziam com que o esperto Bacharel pendulasse suas preferências, ora por Portugal ora por Espanha. Em 21 de agosto de 1536 a rainha de Castela cria uma gobernación na costa do Brasil, para fazer frente a ousadia lusa de penetrar no continente além do meridiano de Tordesilhas, e a concede a Gregório de Pesquera Rosa, uma região costeira que iniciava-me na Ilha Cananéia (atual Bom Abrigo) e avançava para "rio de Santa Catarina", como cem léguas de este a oeste.
Desse modo, o atual Sul do Estado de São Paulo, todo o Paraná e Santa Catarina seriam uma província espanhola.Ocorre que o Rei de Espanha, sabendo que a decisão de sua Rainha confrontava com que ele havia doado por decreto a Dom Pedro de Mendoza, que partira de Espanha em Setembro de 1534 para colonizar o Rio da Prata, rasgou os documentos assinados por sua esposa. E assim retardou ou reclames castelhanos à estas terras por décadas futuras.Neste clima é que os degredados atuavam, fornecendo suprimentos às frotas por ali passageiras e auferindo vantagens materiais e políticas nesta "terra de ninguém".
O misterioso bacharel, enfim, era o português Cosme Fernandes, sogro de Francisco de Chaves, que desaparecera na expedição de Pero Lobo em 1531, cuja eloqüência e esperteza seguramente lhe conferiram este apelido. Em documentos datados de 1542 da Capitania de São Vicente, então sob jurisdição de Martim Afonso, seu capitão e ouvidor Antonio de Oliveira transcreve uma Carta de Confirmação, na qual aos oficializar a posse de terras, cita com clareza o nome de Cosme Fernandes, o "bacharel", já então dono de terras no Porto das Naus, em São Vicente.
Sua importância naqueles tempos para os que lançavam-se às estes mares e terras, chegou a impressionar a corte espanhola, a ponto de ser citado em ofício da Rainha de Castela em 9 de Setembro de 1536, no ato de nomeação de Gregório de Pesquera como gobernador destas terras.
http://abaiaesquecida.blogspot.com/
Ilha do Bom Abrigo
Enseada segura na Ilha do Bom Abrigo: O nome “Ilha do Bom Abrigo” surgiu devido a uma pequena enseada localizada em seu lado oeste, onde os pescadores encontraram um bom local para abrigar-se do mau tempo, e também por ser praticamente rodeada por costões rochosos, assim naturalmente protegida pelas fortes tempestades que ocorrem em certa época do ano. Ali encontram-se muitos barcos de pesca da região, principalmente de Cananéia, que acabam pernoitando.
Ao lado farol: Chamado pelos barqueiros de “Farol do Bom Abrigo”, a visita ao farol é o passeio mais esperado pelos visitantes. Foi construído em 1886 e localiza-se no cume da ilha, à 142 metros de altura. A vista é maravilhosa, onde é possível escutar a arrebentação do mar no costão rochoso e ver quase toda a parte nordeste da Ilha do Cardoso.
A rainha pede ao bachiller apoio à missão de sue enviado, e em troca lhe promete que "....por certo mandarei ter em memória de vosso serviços para os fazer à vós e à vossos filhos o merecimento que tenha lugar..." Este homem, conhecedor da região, bem relacionados com os Carijó, com cujas mulheres fora casado e teve filhos com elas , prestou serviços a muitos navegantes e timoneiros que dirigiam-se aos mares do sul. O domínio da língua tupi e guarani, o conhecimento de trilhas e águas que adentravam ao continente, foi provavelmente um dos primeiros europeus a adentrar com barcos à vela e canoas nas águas da baía de Paranaguá , por ser integrante da frota de Vespúcio.
A história confusa e contraditória de Cosme Fernandes, tem ligação direta com a correta locação do nome geográfico cananéia, pois onde foi desterrado, reencontrado e depois se relacionando com lusos e castelhanos, foram construindo referências históricas que o tempo encarregou-se de não questionar e transformaram-se em "verdades".
Assim, o "Bacharel" nômade, mercenário e aventureiro, transformou-se em referência para sítios geográficos fixos de forma equivocada.
Ilha do Bom Abrigo
Ao lado farol: Chamado pelos barqueiros de “Farol do Bom Abrigo”, a visita ao farol é o passeio mais esperado pelos visitantes. Foi construído em 1886 e localiza-se no cume da ilha, à 142 metros de altura. A vista é maravilhosa, onde é possível escutar a arrebentação do mar no costão rochoso e ver quase toda a parte nordeste da Ilha do Cardoso.
ONDE PASSAVA O MERIDIANO DE TORDESILHAS?
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Cananéia, localizada a 25° 00’ Sul de “ladeza”, isto é, latitude do Grande Mar Oceano (oceano Atlântico) e demarcada segundo os cálculos competentes de Dom Duarte Pacheco Pereira e do próprio Bartolomeu Dias, Cananeia foi estabelecida como limite sul das terras portuguesas no Brasil, antes mesmo do seu achamento, nos termos do Tratado de Tordesilhas, de 1494.
Como descobriram isso é uma pergunta dificil de responder, com tantos meridianos passando por todo lado.
ILHA DE CANANÉIA OU ILHA DO BOM ABRIGO?
provável que a primeira vila de Cananéia ficasse na Ilha do Bom Abrigo. Quem sabe não existam marcos e sinais disso por lá? Logo adiante da ilha do Bom Abrigo está a Ilha do Cardoso que também possui montanhas e cachoeiras, e lá foi encontrado um marco de mármore com as armas de Portugal, conforme foto abaixo:
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marco padrão de Portugal
LIVRO CAPITÃES DO BRASIL Eduardo Bueno
Estou lendo o livro do Eduardo Bueno, o de número 3. Muitos fatos, muitas informações. Agora encafifei com o Bacharel de Cananéia! Poucas informações, parece que era português, mas ninguém sabe ao certo. Amigo dos indigenas da região de Cananéia/Iguape, amigo dos portuguêses mas também dos espanhóis... É, agora começam os desencontros.
Quando fazem pesquisas para escrever, muitos vão ao local, verificam os marcos, os documentos locais, procuram saber mais à partir da história do lugar. Outros se baseiam em documentos guardados em Portugal, diários de bordo, e sabe lá que mais.
Toda vez que leio coisas sobre Ibiuna, ou Piedade ou mesmo Iguape e Cananéia, há informações desencontradas. Eu penso: como pode ser que nas história de Ibiúna tenham usado informações contidas num livro, editado há muito tempo, quando não havia computador e tudo era primeiro à caneta e depois digitado em maquina de datilografia. Gente, quantos erros de digitação! Assim, para todo o sempre em Ibiuna passa um PEABIM! Pois é, PEABIRU virou Peabim. Quem escreveu à mão grafou p e a b i r u, mas o r e o u viraram M. Não é difícil. Mas vai agora notificar alguém de que está grafado errado!!! pois eu digo que está errado e assim ninguém reconhece que se trata do famoso Peabiru!
Então, o que acontece, é que quando lemos todos esses relatos ainda temos que ter cuidado. No livro do Bueno mesmo falam sobre a Barra do Icapaça! E o nome do lugar é Icapara! Não tem Icapaça por lá. Mas aquele que for se basear no Bueno vai perpetuar o Icapaça. Aliás, quando leio, fico com o lápis do lado corrigindo dados que conheço bem e sei que estão errados. A professora que jaz em mim nunca dorme!
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